Companhia

 

     A Companhia Polichinelo de Teatro de Bonecos, criada e dirigida pelo versátil artista Márcio Pontes, estabeleceu-se em Araraquara, interior paulista, em 1997, sendo que nessa década e meia de atuação sua efervescência cultural foi apreciada Brasil afora.

     Na Cia., o teatro de animação, que nunca sai de foco, permeia um leque de produções que varia desde a contação de histórias até os mais elaborados espetáculos para teatros fechados adaptados para abrigar os deslumbrantes efeitos visuais e sonoros concebidos para dar vida a histórias de amor, de comoção, de humor ou até mesmo de medinho.

     Mesmo se destacando em diversificadas frentes como a consultoria, direção, produção ou outra prestação de serviço no ramo artístico, o que realmente marca a Cia. Polichinelo é a sua atuação nos palcos... e já foram vários os pisados pelos seus integrantes: o estado de São Paulo foi bem percorrido, inclusive com participações na Mostra SESI de Teatro de Bonecos e Formas Animadas, as cinco regiões do Brasil já foram visitadas com o projeto Palco Giratório do SESC e o exterior também recepcionou a Cia. em um festival internacional venezuelano que abraça o teatro de animação latino.

     Como mais um dos empreendimentos de sucesso da Cia. Polichinelo podemos citar o Espaço do Boneco, que, localizado no coração de Araraquara, se estabeleceu como um dos poucos recintos do interior organizado em prol da divulgação e promoção da arte das formas animadas. Além de expor parte do repertório da própria Cia., como cenários, bonecos e adereços, e tantos outros itens representativos, o Espaço também se dedica à pesquisa, disponibilizando publicações para consultas, e abriga eventos artísticos realizados, por exemplo, a céu aberto ou em um aconchegante cômodo transformado em um mini-teatro de títeres.

     Seja com uma pequena atividade encabeçada por Márcio Pontes ou com um dos rebuscados espetáculos que demandam a participação da equipe toda, a Companhia Polichinelo de Teatro de Bonecos deixa a sua marca, pois sua dedicação esmerada e sua paixão pela arte não passam despercebidas pelos olhos e os corações de seus apreciadores.

Erasmo Marcellino
Mestre em linguística e língua portuguesa (pela UNESP) 
e apreciador de arte (por natureza)